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Comissão de Enfrentamento ao Racismo lança campanha “RS Combate o Racismo” e pesquisa com servidores penitenciários

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Integrantes da Comissão de Enfrentamento ao Racismo lançam formulário "Questionário - Racismo no Sistema Penitenciário" - Foto: Divulgação / Imprensa SJSPS

Nesta quarta-feira (16), a Comissão de Enfrentamento ao Racismo no Sistema Prisional lançou a campanha “RS Combate o Racismo” nas redes sociais da Secretaria de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo (SJSPS) e da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). O objetivo da campanha é despertar nos servidores penitenciários a consciência sobre a temática e divulgar uma pesquisa sobre a percepção do racismo no próprio sistema prisional.

O intuito do estudo é compreender como os servidores da Susepe — agentes penitenciários (APs); agentes penitenciários administrativos (APAs); técnicos superiores penitenciários (TSPs); cargos em comissão (CCs); e estagiários — percebem as implicações do racismo institucional no cotidiano do sistema prisional como um todo.

O secretário Mauro Hauschild ressaltou a importância da quantificação e da coleta de dados e indicadores para lidar com o racismo no sistema prisional: “Esta campanha e esta pesquisa vão nos ajudar a compreender a dimensão do que os servidores penitenciários entendem enquanto racismo institucional e a perceber como a temática atravessa o cotidiano dos estabelecimentos prisionais, das sedes da SJSPS e da Susepe”, pontuou ele. “A importância de termos dados confiáveis sobre a questão do racismo é que, dessa forma, poderemos agir no que existe de concreto no sistema prisional, qualificando o debate e as nossas práticas. Afinal, o racismo atual é um problema de todos, e todos nós devemos combatê-lo”, completou Hauschild.

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RS Combate o Racismo

A presidente da Comissão de Enfrentamento ao Racismo e TSP da Susepe, Márcia Gabriela Lemos, destacou a necessidade do engajamento dos servidores penitenciários para o desenvolvimento do estudo. “A pesquisa vai complementar a nota técnica que já está tramitando, a partir de dados e indicadores de vários departamentos da Susepe. Vai ser importante que todos preencham o formulário para participarem da política de enfrentamento ao racismo no sistema prisional”, explicou a presidente da Comissão. “Com a implementação do plano de ação, uma fase posterior à nota técnica, a ideia é que a comissão não passe a agir somente em novembro, Mês da Consciência Negra, mas que tenhamos atividades de curto, médio e longo prazos no sistema prisional”, observou Márcia.

A vice-presidente da comissão e TSP, Camila Ferreira da Rosa, abordou quais são as metas da comissão: “o objetivo é propor e monitorar uma política de enfrentamento ao racismo não somente para os servidores penitenciários, mas também para as pessoas presas”. Ela ainda pontuou: “também é nosso objetivo que as pessoas em toda a sociedade passem a entender como é necessário que a cor da pele não determine ou limite as oportunidades que todo brasileiro deveria ter”.

A APA Ana Luíza Araújo e a TSP Rosane Lazzarotto, integrantes da comissão, encaram como importante que a temática do racismo seja debatida pelos servidores do sistema prisional gaúcho. “Com as ações da comissão, a minha expectativa é que ocorra uma transformação no pensamento das pessoas em relação ao racismo”, apontou Ana Luíza. Por sua vez, Rosane complementou: “espero que as propostas pensadas pela comissão sigam se aprimorando e, mesmo que no início, as pessoas tenham dúvidas e se sintam desconfortáveis, que os servidores penitenciários consigam conversar sobre o assunto”.

Texto: Wagner Meirelles / AssCom-SJSPS

SJSPS - Secretaria de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo